O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (INDEA) de Brasnorte emitiu um alerta aos produtores rurais após a confirmação de um novo foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), popularmente conhecida como gripe aviária, no município de Acorizal.
O caso foi identificado em aves de subsistência e confirmado no dia 16 de janeiro pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), localizado em Campinas (SP).
Nossa reportagem conversou com a médica veterinária do INDEA de Brasnorte, Camila Gonçalves de Campos, que explicou sobre a doença, os riscos e a importância da comunicação imediata por parte dos produtores.
Segundo a veterinária, a gripe aviária é causada por um vírus e o principal risco de transmissão ocorre pelo contato entre aves domésticas e aves silvestres, especialmente aves aquáticas.
“A fonte principal de risco é o contato das aves domésticas com aves silvestres, principalmente patos selvagens e paturis. Esse contato pode causar a transmissão do vírus responsável pela gripe aviária”, explicou Camila.
Ela destacou que o INDEA já realiza um trabalho contínuo de orientação no campo, com visitas técnicas e distribuição de materiais informativos, reforçando a necessidade de atenção dos produtores.
“Em qualquer suspeita da ocorrência da doença, é fundamental notificar imediatamente o INDEA. Trata-se de uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida para as pessoas, principalmente aquelas que têm contato direto com as aves”, alertou.
A médica veterinária ressaltou que, em humanos, a doença pode se manifestar com sintomas semelhantes aos de uma gripe, o que aumenta a preocupação, especialmente com crianças e idosos.
“Por isso a importância da notificação. O produtor será acompanhado pelo serviço de saúde, que fará todo o monitoramento das pessoas que tiveram contato com as aves suspeitas”, explicou.
Questionada sobre a existência de tratamento, Camila esclareceu que não há tratamento para as aves. “Ao suspeitar da doença, a única atitude correta é comunicar imediatamente o INDEA. A partir disso, todo o protocolo sanitário é acionado”, afirmou.
Após a notificação e a confirmação do foco, o INDEA adota uma série de medidas rigorosas para conter a doença. Entre elas estão o sacrifício sanitário das aves e ovos, a limpeza e desinfecção da área, além da implantação do vazio sanitário por um período determinado.
“Também é realizada a montagem de barreiras sanitárias para controle do trânsito, além de visitas de vigilância ativa nas propriedades do entorno, para verificar se há outros animais com sintomas”, detalhou a veterinária.
Camila Gonçalves reforçou que todas essas ações são executadas por equipes treinadas do INDEA, com o objetivo principal de conter o foco da doença e evitar a disseminação para outras regiões.
“O trabalho do INDEA é justamente proteger a sanidade animal, a saúde das pessoas e garantir que a doença não se espalhe. Por isso, a colaboração do produtor é essencial”, concluiu.
O INDEA orienta: ao perceber qualquer sinal diferente em aves, o produtor deve comunicar imediatamente o órgão. A notificação rápida é fundamental para a segurança sanitária e da saúde pública.



