Histórias reais reforçam importância do autocuidado na prevenção do câncer
Por: Fernanda Moura
Publicado em 29 de Março de 2026 as 01:08 Hrs
Durante o março Lilás, mês dedicado à conscientização e prevenção do câncer do colo do útero, histórias reais reforçam um alerta que ainda precisa ser levado a sério: o autocuidado continua sendo negligenciado por muitas mulheres, impactando diretamente no diagnóstico e no sucesso do tratamento.
Mesmo com acesso à informação, a rotina acelerada faz com que consultas sejam adiadas e sinais do corpo ignorados. Quando o diagnóstico chega, ele costuma vir acompanhado de medo, incertezas e mudanças profundas na vida.

Jesiele Refundini enfermeira acometida pelo câncer de mama
A enfermeira Jesiele Refundini, de Brasnorte, viveu essa realidade de forma intensa. Acostumada a cuidar de outras pessoas, ela precisou enfrentar um dos momentos mais difíceis de sua vida ao receber o diagnóstico de câncer de mama.
“Mesmo sendo da área da saúde, a gente não está preparada. A perna treme, o coração acelera, as mãos gelam. A palavra ‘câncer’ assusta”, relata.
Após o diagnóstico, Jesiele passou por mais de um ano de tratamento, entre exames, cirurgias, quimioterapia e radioterapia — e segue em acompanhamento.
“Você aprende a ser paciente. Fica dependente do sistema, da equipe médica. E aprende também a desacelerar e rever prioridades”, destaca.
Ela também ressalta o papel fundamental da família. “Quando a mulher adoece, toda a casa muda. O apoio faz toda a diferença.”

Empresária Leda Drumn Venceu a Obesidade
Outra história que chama atenção é a da empresária Ieda Drumn, que decidiu mudar sua relação com a saúde após um momento marcante. Após a gestação, ela ganhou peso e deixou de se reconhecer.
“Um dia sentei no chão para brincar com minha filha e não consegui me levantar. Ali percebi que precisava mudar”, relembra.
A partir disso, iniciou uma rotina de exercícios e destaca os benefícios. “O exercício físico ajuda na prevenção de doenças e também no tratamento e recuperação.”

Enfermeira Welma Moura especialista em cicatrização de feridas
A enfermeira especialista em cicatrização, Welma Moura, explica que pacientes oncológicos precisam de acompanhamento individualizado, principalmente após cirurgias.
“Temos tecnologias que trazem conforto, mas o principal é o cuidado humano. É acolher, ouvir e estar presente”, afirma.
Já a médica Juliana Perotti alerta que o câncer pode se desenvolver de forma silenciosa, tornando os exames periódicos indispensáveis. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é o mais incidente entre mulheres no Brasil.
“A prevenção começa com hábitos saudáveis e com o conhecimento do próprio corpo”, orienta.
O autoexame das mamas, a mamografia a partir dos 40 anos e o exame preventivo (Papanicolau) são fundamentais para o diagnóstico precoce.
ALERTA FINAL
As histórias e orientações reforçam uma mensagem clara: cuidar de si não pode ficar para depois.
Em meio à correria, muitas mulheres ainda deixam a própria saúde em segundo plano — mas o tempo pode ser decisivo.
O diagnóstico precoce salva vidas. E tudo começa com uma atitude simples: se observar e se cuidar.
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