Sinfra esclarece medidas adotadas na MT-170 e afirma que empresas serão responsabilizadas por problemas na rodovia
Secretaria afirma que já havia iniciado processos administrativos antes das denúncias públicas e garante reconstrução dos trechos danificados sem custos ao Estado.
Por: MATHEUS PEREIRA / Repórter em Ação
Publicado em 03 de Junho de 2026 as 14:40 Hrs
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT) divulgou uma nota pública esclarecendo as providências adotadas em relação aos problemas estruturais identificados na MT-170, rodovia que liga municípios da região Noroeste do Estado.
Segundo a pasta, o acompanhamento técnico da situação vinha sendo realizado antes mesmo das denúncias públicas feitas por usuários da rodovia e da visita de representantes de órgãos fiscalizadores ao local. De acordo com a Sinfra, após mudanças na gestão da Secretaria Adjunta de Obras Rodoviárias, ocorridas em agosto de 2025, foi possível obter uma avaliação técnica mais detalhada sobre as irregularidades atribuídas às empresas responsáveis pela obra.
Com base nessas informações, a secretaria informou que abriu, em setembro de 2025, processos administrativos visando a rescisão dos contratos firmados com os consórcios responsáveis pela execução da rodovia.
A Sinfra também esclareceu que a alteração no projeto original do pavimento, frequentemente mencionada em discussões recentes, ocorreu antes do início das obras e contou com autorização e homologação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), por meio da Mesa Técnica nº 02/2022. Conforme a secretaria, essa mudança não é apontada como a causa dos problemas atuais registrados na rodovia.
Sobre a recuperação dos trechos danificados, a pasta informou que a reconstrução integral já faz parte das medidas adotadas e deverá ser executada pelas próprias empresas contratadas ou por terceiros indicados pelo poder público, com todos os custos sendo cobrados dos consórcios responsáveis.
Ainda conforme a nota, os consórcios já manifestaram interesse em realizar os reparos necessários e devem apresentar projetos de recuperação que passarão por análise técnica da Sinfra.
Os processos administrativos em andamento podem resultar em sanções como rescisão unilateral dos contratos, aplicação de multas, cobrança de ressarcimento ao erário e suspensão do direito de contratar com o poder público por até cinco anos.
Além disso, a secretaria informou que iniciou procedimentos junto à seguradora responsável pelas apólices de garantia das obras, buscando assegurar recursos para a recuperação completa da rodovia.
Por fim, a Sinfra destacou que colocou toda a documentação e informações técnicas à disposição do Tribunal de Contas do Estado, da Controladoria-Geral do Estado e do Ministério Público Estadual, reforçando o compromisso com a transparência e com a entrega de uma rodovia segura e de qualidade para a população da região Noroeste de Mato Grosso.
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