Projeto biodiverso mostra como conservação da floresta pode caminhar junto com geração de renda
Por: Assessoria de Comunicação
Publicado em 04 de Setembro de 2026 as 17:51 Hrs
Às vésperas do Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro, resultados alcançados no noroeste de Mato Grosso mostram como a conservação da floresta pode estar associada à geração de renda e ao fortalecimento das comunidades que vivem nesses territórios. Por meio do Projeto Biodiverso, 696 extrativistas indígenas e de comunidades tradicionais já estiveram envolvidos em ações de produção sustentável, que somam mais de 400 toneladas de produtos de cadeias apoiadas pelo projeto.
As ações acontecem em Terras Indígenas e na Reserva Extrativista GuaribaRoosevelt, em uma área de 1.474.609 hectares. Castanha-do-brasil, borracha nativa e açaí estão entre as cadeias trabalhadas, com iniciativas que envolvem assistência técnica, organização da produção, infraestrutura, acesso a mercados e fortalecimento das organizações comunitárias.
“Quando falamos em conservar a Amazônia, precisamos olhar para quem vive nela. Povos indígenas e comunidades tradicionais têm conhecimentos e formas de relação com a floresta construídos ao longo de gerações. O papel do projeto é fortalecer essas comunidades e ampliar as condições para que conservação, autonomia e geração de renda caminhem juntas.” (Sávio Gomes, coordenador do Projeto Biodiverso)
O acompanhamento técnico é uma das frentes que sustentam esse trabalho. Até maio de 2026, foram realizadas 256 visitas e atendimentos de assistência técnica. O projeto também contabiliza 10 barracões e entrepostos construídos ou reformados e 50 mesas de seleção e secagem construídas, reformadas ou adaptadas, estruturas que apoiam etapas de seleção, secagem, armazenamento e organização da produção nos territórios.
Floresta em pé também gera renda
A atuação do Biodiverso parte da compreensão de que conservar a Amazônia também passa pela criação de condições para que as populações que vivem nos territórios possam gerar renda de forma sustentável. O fortalecimento das cadeias da sociobiodiversidade busca ampliar oportunidades de comercialização, qualificar processos produtivos e valorizar conhecimentos e práticas associados à floresta.
Esse potencial econômico também aparece em escala nacional. Dados da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), do IBGE, mostram que os produtos não madeireiros da extração vegetal alcançaram cerca de R$ 2,4 bilhões em valor de produção no Brasil em 2024. Açaí, castanha-do-brasil e borracha estão entre os produtos acompanhados pela pesquisa e também fazem parte das cadeias trabalhadas pelo Biodiverso.
Nos territórios do projeto, o fortalecimento dessas atividades passa ainda pelas organizações locais. A consolidação mais recente registra 14 organizações comunitárias apoiadas ou capacitadas para fortalecer cadeias produtivas sustentáveis.
Conservação feita com pessoas
Os resultados produtivos fazem parte de uma estratégia mais ampla de atuação. Além das atividades relacionadas à geração de renda, o Biodiverso desenvolve iniciativas de educação ambiental, fortalecimento comunitário, participação de mulheres, comunicação socioambiental e apoio à autonomia dos povos e comunidades.
Na educação ambiental, foram realizadas 69 oficinas, palestras e vivências socioambientais. As atividades alcançaram 1.122 alunos e professores dentro dos territórios, além de 1.701 alunos e professores nas zonas de amortecimento e 293 comunitários.
O trabalho também busca ampliar a participação das novas gerações nas discussões sobre a Amazônia. A formação em comunicação socioambiental já envolveu 36 jovens indígenas e ribeirinhos e resultou em 43 conteúdos produzidos, estimulando narrativas sobre os territórios a partir do olhar de quem vive neles.
O Projeto Biodiverso é realizado pela Associação Pacto das Águas e patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.
Nota de dados: Dado econômico nacional: IBGE – PEVS 2024.
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