Rota do Café chega a Cotriguaçu e Juína com informações sobre o plantio para o crescimento da produção
O Vale do Juruena concentra 70% da produção de café do Estado, com mais de R$ 50 milhões investidos pelo Governo via Seaf, além das pesquisas por meio da Empaer
Por: Repórter em Ação
Publicado em 23 de Março de 2026 as 13:30 Hrs
Com o tema “Pelos caminhos do café mato-grossense”, a Rota do Café chega nesta semana a mais dois municípios: Cotriguaçu, na quarta-feira (25.3), e Juína, na quinta-feira (26.3). A expedição já passou por Colniza e Aripuanã, reunindo produtores, técnicos e pesquisadores para discutir o manejo da cultura, uso de café clonal e qualidade da produção.
A proposta é aproximar especialistas dos agricultores, ampliar o acesso à informação técnica e incentivar práticas que aumentem a produtividade e a renda no campo. A iniciativa é promovida pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar de Mato Grosso (Seaf-MT).
A Rota do Café também reúne um conjunto de parceiros institucionais que dão suporte técnico, científico e logístico às atividades. Além da Empaer e da Seaf, participam da iniciativa a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), as prefeituras municipais, sindicatos rurais, associações de produtores, cooperativas e instituições de ensino e pesquisa.
Em Colniza, a tradição da cafeicultura acompanha a história de muitos moradores. Segundo o técnico da Empaer Ronaldo Benevides, parte da população veio de Rondônia e trouxe consigo a experiência no cultivo do café.
“A maior parte da população de Colniza veio de Rondônia já com a cultura de plantar café. Muitos trouxeram sementes e começaram a cultivar aqui”, explicou.
Ele destaca que a assistência técnica desempenha papel fundamental na modernização das lavouras. Segundo o especialista, o incentivo ao uso de técnicas mais eficientes, como o cultivo de café clonal, tem contribuído para o aumento da produtividade.
“Antes, o plantio era feito, em sua maioria, por sementes. Hoje, trabalhamos com clones, que garantem melhores resultados no campo”, afirmou.
Benevides também orienta os produtores a buscar apoio técnico antes da implantação das lavouras. “A falta de orientação especializada ainda leva a erros no processo inicial. Por isso, recomendamos que o produtor procure um extensionista ou outro profissional qualificado”, completou.
Para quem vive da produção, o café representa uma fonte de renda e também um trabalho familiar. O produtor Marco Aurélio, de Colniza, cultiva café há cerca de dez anos e destaca a satisfação de produzir na própria área.
“A maior satisfação do produtor é colher os próprios frutos e conseguir trabalhar em família dentro da propriedade”, contou.
Em Aripuanã, os técnicos e pesquisadores participantes visitaram propriedades e acompanharam o desenvolvimento das lavouras. O produtor Maurílio Lima cultiva cerca de dois hectares com aproximadamente cinco mil pés de café e está animado com a produção.
“Estou cultivando quatro tipos de clone e o café está muito bonito. A expectativa é de uma boa safra”, disse.
Durante a visita, o agrônomo e pesquisador da Empaer, Wininton Mendes, destacou o cuidado com o manejo. “A lavoura está muito bem cuidada, com café irrigado e pés carregados, o que indica uma expectativa positiva de produtividade”, avaliou.
A rota também busca aproximar os resultados das pesquisas da realidade do campo. O engenheiro agrônomo da Empaer em Sinop, Jocir Júnior, ressalta que o café tem grande importância econômica para pequenos produtores.
“Com um manejo relativamente simples, o produtor consegue extrair uma boa renda da cultura”, explicou.
Segundo o engenheiro agrônomo Wesley Ferreira da Silva, o Noroeste concentra grande parte da produção de café do Estado.
“Nossa região reúne mais de 70% da produção de café de Mato Grosso, e a Rota do Café aproxima os produtores de informações baseadas em pesquisa”, afirmou.
O produtor Edjalma Nascimento, do distrito de Conselvan, em Aripuanã, cultiva café e cacau e afirma que a iniciativa trouxe novos conhecimentos para a produção.
“Agora posso dizer que aprendi mais sobre o café e adquiri conhecimento”, ressaltou.
Na assistência técnica local, o engenheiro agrônomo Walisson também destaca os avanços nas recomendações para a região.
“Antes trabalhávamos com clones vindos de Rondônia e do Espírito Santo. Agora, com os resultados das pesquisas, podemos recomendar materiais mais adaptados à nossa realidade”, explica. Segundo ele, Aripuanã possui cerca de 250 hectares de café cultivados e uma produção média anual de aproximadamente oito mil sacas.
Investimentos
Entre 2019 e 2025, a Seaf investiu cerca de R$ 8,9 milhões em Aripuanã e R$ cerca de 11,3 milhões em Colniza. De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar, nos últimos oito anos foram investidos no Vale do Juruena em torno de R$ 50,8 milhões, com entrega de máquinas, implementos agrícolas, veículos, mudas e insumos, além de assistência técnica da Empaer. O objetivo é ampliar a produtividade, diversificar a produção e gerar renda para as famílias rurais da região.
Confira os próximos municípios da Rota do Café:
Cotriguaçu: 25/3 (qua) – Centro de Eventos, 7h às 11h45;
Juína: 26/3 (qui) – Barracão da Feira Municipal, 7h às 11h45;
Nova Bandeirantes: 8/4 (qua), Câmara Municipal, 7h às 11h45;
Nova Monte Verde: 9/4 (qui) (Ainda a confirmar)
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