Engasgos exigem atenção rápida; médica alerta para cuidados e orienta como agir
Crianças pequenas e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis.
Por: MATHEUS PEREIRA / Repórter em Ação
Publicado em 25 de Agosto de 2026 as 19:52 Hrs
Um engasgo pode acontecer em poucos segundos e transformar uma situação cotidiana em uma emergência. Em todo o Brasil, milhares de pessoas são hospitalizadas todos os anos em decorrência de engasgos e asfixia, com milhares de mortes registradas. Crianças pequenas e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis.
Em Juína, um caso recente chamou a atenção para a gravidade desse tipo de ocorrência. Um menino de apenas 1 ano e 9 meses foi levado à unidade de emergência após sofrer um episódio de engasgo. Segundo a médica clínica geral Dra. Nathália Paravisi, a criança chegou sem sinais vitais e com quadro de cianose.
O atendimento foi realizado pela equipe de emergência, com procedimentos de reanimação cardiopulmonar, intubação e suporte de oxigenação. Após a recuperação dos sinais vitais, o menino recebeu atendimento pediátrico e posteriormente teve alta hospitalar. Atualmente, segundo a médica, ele está em casa, seguindo as orientações e medicações necessárias.
Cuidados começam dentro de casa
De acordo com a Dra. Nathália, crianças pequenas exigem atenção especial durante a alimentação. Alimentos pequenos e de formato arredondado podem aumentar o risco de engasgo, além de objetos que podem ser levados à boca.
A médica também alerta que brinquedos, peças pequenas e outros objetos devem permanecer fora do alcance das crianças, já que nessa fase é comum que elas explorem o ambiente colocando objetos na boca, no nariz ou até nos ouvidos.
Saber identificar o tipo de engasgo é fundamental
A orientação é que familiares saibam diferenciar uma obstrução parcial de uma obstrução completa das vias aéreas.
Quando a vítima ainda consegue tossir, falar e respirar, o quadro é considerado uma obstrução parcial. Nessa situação, deve-se estimular a tosse e observar a evolução.
Já quando a pessoa não consegue falar ou respirar e apresenta sinais como levar as mãos ao pescoço, é necessário agir rapidamente e iniciar as manobras de desengasgo adequadas para a idade.
Para adultos e crianças maiores, a médica explica que as recomendações atuais incluem golpes nas costas, entre as escápulas, seguidos de compressões abdominais quando necessário. Em bebês, o procedimento é diferente, envolvendo golpes nas costas e compressões torácicas.
Caso a vítima perca a consciência, deve-se acionar imediatamente o serviço de emergência e iniciar a reanimação cardiopulmonar, quando indicada, até a chegada do socorro.
Prevenção pode evitar acidentes
Além de saber agir diante de uma emergência, a principal recomendação é evitar que o acidente aconteça. Durante as refeições, crianças pequenas devem ser supervisionadas e receber alimentos adequados à faixa etária.
A médica reforça ainda a importância de manter objetos pequenos longe do alcance dos menores.
Em caso de emergência, a população deve acionar o SAMU pelo número 192, informar com clareza o endereço da ocorrência, explicar o que aconteceu e seguir as orientações fornecidas pela equipe de atendimento.
Atenção: em situações reais de engasgo, especialmente envolvendo bebês e crianças, o ideal é buscar orientação de profissionais de emergência e treinamento de primeiros socorros.
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