Jogador e a advogada Larissa Ferrari mantiveram uma relação extraconjugal entre agosto de 2024 e março deste ano; órgão sustenta que Payet manipulou a relação, além de causar danos psicológicos à então companheira
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou na última terça-feira (17) o jogador francês Dimitri Payet por violência psicológica contra a ex-amante, a advogada Larissa Ferrari, com quem o ex-meia do Vasco manteve uma relação extraconjugal entre agosto de 2024 e março deste ano.
Payet é casado há 18 anos com Ludivine Payet, com quem teve seus quatro filhos. Após cinco meses de relacionamento, a advogada registrou boletim de ocorrência onde acusa Payet de tê-la agredido fisicamente, sexualmente e psicologicamente.
No documento, o órgão detalhou o relacionamento dos dois, além de citar que Payet "agindo de forma livre, consciente e voluntária (...) no propósito de prejudicar e afetar emocionalmente sua então namorada (...), causou à vítima danos psicológicos e emocionais, através de atitudes, expressões injuriosas e degradantes, bem como por meio de humilhação, manipulação e ridicularização".
O MP havia arquivado o caso, mas, após um recurso da defesa de Larissa, reabriu o inquérito.
Payet confirmou o caso com a amante, afirmou que jamais agrediu Larissa, e revelou que a relação deles era baseada em práticas sadomasoquistas.
Larissa também juntou à denúncia fotografias com hematomas nas pernas, mas para a defesa de Payet, estas marcas estariam relacionadas a locais onde ocorreram práticas sexuais, com uso de cadeiras e outros objetos.
A advogada diz sofrer de transtorno de personalidade Borderline, que é caracterizado por instabilidade emocional.