Secretária de saúde reconhece que tratamento precoce da Covid reduziu mortes em Juína
A mudança de protocolo aconteceu em julho, de lá para cá, medicamentos como a cloroquina foram disponibilizados à população.
Por: Repórter em Ação
Publicado em 29 de Setembro de 2020 as 18:25 Hrs
A secretária de saúde de Juína Leda Villaça, reconheceu pela primeira vez que o tratamento precoce contra a Covid-19, deu resultado e reduziu o número de casos graves e de mortes pelo novo coronavírus.
“Aproveito a oportunidade pra chamar a atenção, pra diminuição dos casos graves e da mortalidade. A gente atribui muito isso ao tratamento precoce, a forma de tratar esses pacientes de uma forma mais no início da doença, impedindo o agravamento, dessa consciência das pessoas de procurar o serviço de saúde o mais cedo possível, pra poder a gente tratar e evitar esse agravamento”, justificou.
No começo da pandemia, muitas informações desencontradas divulgadas até por órgãos de saúde, por se tratar também de uma doença nova, prejudicaram o atendimento dos pacientes no início dos sintomas, muitos vieram a óbito. Antes era recomendado, por exemplo, que o paciente que estava com suspeita da Covid-19, ficasse em casa, e só procurasse atendimento médico quando sintomas, como a falta de ar, fossem detectados. Na verdade, descobriu se depois que a falta de ar é dos mais graves sintomas da doença, pois compromete rapidamente os pulmões do paciente.
Muitos médicos de todo o Brasil, começaram a chamar atenção quando colocaram em prática protocolos com tratamento precoce. Quando o paciente procurava o atendimento com sintomas leves, já saia do consultório com medicação para tratá-los. Os medicamentos como azitromicina, ivermectina, hidroxicloroquina e cloroquina, além de outros, passaram a ser a esperança de muitos profissionais da saúde.
Porém o surgimento desse protocolo que ganhou repercussão nacional e em algumas cidades ficou conhecido como “Kit Covid”, também foi muito criticado, principalmente após o presidente da república Jair Bolsonaro defender abertamente o uso da cloroquina, medicamento que existe no mercado há mais de 70 anos, e é usado no combate da malária, lúpus entre outras patologias. Bolsonaro tomou o medicamento quando foi infectado.
Em Juína, no início da pandemia a prefeitura não implantou o “Kit Covid”, e tanto o prefeito, quanto a secretária, foram duramente contra os medicamentos já citados, alegando não ter nenhuma comprovação científica. A Câmara de Vereadores chegou a aprovar uma indicação por unanimidade pedindo a implantação do "kit", questionada pela imprensa, Villaça taxou a idéia de "Kit Eleitoreiro".
Após um intenso debate promovido pela Band FM e o site Repórter em Ação, que ouviu diversos especialistas de Juína e do Brasil, o prefeito Altir Peruzzo (PT), convocou a imprensa e mudou o protocolo. Determinou a secretaria de saúde atendimento precoce, criou um centro específico em frente a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para receber os pacientes e comprou os medicamentos usados nesse processo, inclusive azitromicina, ivermectina, hidroxicloroquina e cloroquina, disponíveis para a prescrição médica. (Na Foto, prefeito Altir na coletiva apresenta os medicamentos).
Agora, cerca de dois meses após a implantação do protocolo, a secretária de saúde reconhece a sua importância.
“Aproveito a oportunidade pra chamar a atenção, pra diminuição dos casos graves e da mortalidade. A gente atribui muito isso ao tratamento precoce”.
Hoje o município de Juína tem 915 casos e 34 óbitos em decorrência da Covid-19. A taxa de letalidade que chegou a ultrapassar os 10%, está em 3,71%, nos dados divulgados nesta terça-feira (29). Villaça ainda alertou a população para que não deixe de seguir as medidas necessárias.
“O uso de máscaras, impedir aglomeração, manter o distanciamento social, a lavagem das mãos, o uso do álcool gel”, lembrou.
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